Arquivo do autor:Ranyse Silva

GRILO – Um problema nas residências de Teresina

Os Grilos não estão registrados como pragas urbanas.

 

O grilo é um inseto da ordem Orthoptera, mesmo grupo dos gafanhotos, esperanças e paquinhas. Os grilos são insetos de hábito noturno, deixam seus abrigos a noite para alimentação e reprodução. Durante o dia podem ser encontrados na superfície do solo, escondidos sob folhiços, plantas, restos de vegetação, etc. Os adultos constroem galerias no solo, onde podem ser encontrados os ovos e ninfas. Geralmente estão em baixa população e raramente causam problemas, em algumas ocasiões podem se constituir pragas de hortas e jardins. Há relatos de danos mais severos em culturas agrícolas no Brasil. Quando ocorre um distúrbio ambiental, geralmente, se deslocam adentrando em outros locais.

 

Esse evento que está ocorrendo em algumas áreas de Teresina pode ser por escassez de alimentos, fim das chuvas, as altas temperaturas e baixa umidade,com isso a atividade aumenta e a reprodução é acelerada… Aumentando a incidência deles nestes locais. Outro ponto é um alerta sobre o desequilíbrio ecológico onde os predadores de grilos como sapos, lacraias, escorpiões e lagartixas estão sendo eliminados (mortos) e com isso resultando em muitos grilos nos locais. Os grilos não causam danos a saúde, se alimentam de plantas, são mais conhecidos como pragas agrícolas, pois alimentam se plântulas (pequenas plantas) e raízes, principalmente, hortaliças.  O barulho noturno é do macho no período de reprodução… Esse barulho sim causa bastante incômodo as pessoas! Eles são atraídos pelas luzes!

 

Dúvidas e informações estamos à disposição.  EcoTec pragas urbanas. Obrigada por escolher nossa empresa!

Moscas – O importante é prevenir!

mosca

A proliferação de Moscas e o período de chuva em Teresina, PI

- Biologia da Mosca: A mosca doméstica (Musca domestica) é um inseto tipicamente sinantrópico, ou seja, adaptou-se a viver nas habitações e convívio humana, nos domicílios, áreas urbana e rural, onde encontram alimento, água e abrigo em quantidade favoráveis ao seu desenvolvimento. Assim, a abundância dessas moscas aumenta em locais com baixas condições sanitárias, deficiência na coleta e acondicionamento correto de lixo.

Seu ciclo de vida passa por 4 estágios: ovo, larva, pupa e adulto. Os ovos são depositados normalmente em esterco, material em decomposição ou matéria orgânica em fermentação. Cada fêmea pode depositar cerca de 120 ovos por postura, podendo chegar a 6 posturas. Durante toda a sua vida, uma fêmea pode depositar de 400 a 900 ovos. Dependendo da temperatura, os ovos podem ter um período de 8 a 24 horas, após esse período ocorre  a eclosão das larva . As larvas tem o crescimento relacionado à quantidade de alimento ingerido: larvas mal nutridas crescem menos e darão origem a adultos pequenos. Completam seu desenvolvimento entre 3 e 7 dias, transformando-se em pupas, que é um estágio inativo. A pupa deixa de se alimentar enquanto se desenvolve. Essa fase pode durar de 3 a 6 dias. O tempo de vida de uma mosca adulta varia entre 2 a 12 semanas, dependendo das condições de temperatura e disponibilidade de alimentos.

A mosca doméstica é atraída para locais com matéria orgânica em decomposição e em fermentação, e com umidade. Geralmente as moscas agregam-se em áreas com abundância de lixo e matéria orgânica, onde retiram suas principais fontes de alimentação, disseminando-se em maior abundância em locais com problemas ou déficit de saneamento, esgotos, terrenos baldios, lixo orgânico, lixeiras a céu aberto, caixas de gordura, fezes de cachorros ou gatos, etc.

No período de janeiro a março, Teresina (PI) encontra-se em um período com índices de chuvas maiores e, consequentemente, umidade alta, aliada a temperaturas altas, favorecendo o aumento da população das moscas.

 - Doenças transmitidas pelas Moscas: Entre as doenças mais comuns transmitidas pelas moscas estão a salmonela, conjuntivite, vermes intestinais e disenteria, etc.

 - Medidas preventivas para as Moscas: É importante adotar rotineiramente medidas preventivas visando a eliminação dos focos de criação, tais como:

- Limpeza, higienização e vedação de lixeiras;

- Retirada frequente do lixo;

- Acondicionamento correto do lixo;

- Higienização e desinfecção dos ambientes, principalmente alimentícios e hospitalares (Boas práticas);

- Manter alimentos bem acondicionados;

- Líquidos à base de açucares e cevada evitar exposição;

- Equipamentos como compactadoras de lixo, limpar constantemente o “líquido” que é liberado durante o processo de compactação;

 - Medidas físicas:

- Uso de Armadilhas Luminosas: dispositivos, ecologicamente corretos, para controle de insetos alados com fototropismo positivo, ou seja, tendência a ir em direção da luz.

As armadilhas fornecidas pela EcoTec pragas urbanas, emitem um feixe de luz ultravioleta em seu redor. Esta luz é extremamente atrativa para a maioria dos insetos voadores.

Ao entrarem na armadilha os insetos são capturados em uma placa refil com superfície adesiva, localizada atrás do painel frontal, ficam presos, morrem rapidamente, sem cheiro e nem fumaça. Após monitoramento, o especialista identifica as espécies infestantes capturadas na placa adesiva para tomada de decisão.

- Telamento e vedação de portas e janelas.

- Cortina de ar em portas para áreas de produção e alimentícias;

 - Controle químico – produtos químicos: Deve ser realizado somente por empresa e responsável técnico especialista na área (entomologista), após análise e identificação das espécies infestantes no local. Lembre-se que qualquer produto químico manuseado de forma incorreta pode causar intoxicação, com perigo para a sua saúde, familiares e dos colaboradores do ambiente de trabalho. Além disso, o uso abusivo e inadequado causa resistência desses insetos aos inseticidas.

Todas essas medidas vão contribuir para reduzir a população das moscas e das doenças disseminadas por esses insetos.

 

Quem é Quem … Centopeia ou piolho-de-cobra

Quem é Quem … Centopeia ou piolho-de-cobra

Em nossas casas e jardins é comum aparecerem vários pequenos animais, que causam confusão para muita gente. Por exemplo,  centopeia, lacraia, piolhos-de-cobra, gagogi, gongolô, gangugi, etc. Vejam as diferenças entre eles abaixo:

  •  Lacraia ou centopeia

 Scolopendra  - Fazenda Escola da UFPI - Alvorada do Gurguéia (4)

Classificação:  Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Superclasse: Myriapoda; Classe: Chilopoda; Ordem: Scolopendromorpha e Scutigeromorpha.

Nome popular: Lacraia, centopeia.

Hábitat: As centopeias preferem locais úmidos, como debaixo de troncos, cascas de árvore e pedras, ocorrendo ocasionalmente em residências, especialmente em lugares úmidos como ralos de banheiros e bueiros.

Alimentação: Elas são muito ágeis e possuem hábitos alimentares carnívoros, vivendo à base de minhocas, baratas, pequenos lagartos e outros animais. Matam suas presas através de suas garras com veneno e, então, maceram suas presas com as mandíbulas. Estas “garras com veneno”, na verdade são um par de membros especiais sob a cabeça chamados “forcípulas”, capazes de injetar um veneno usado para paralisar suas presas.

Reprodução:  Algumas centopéias são ovíparas e outras vivíparas. Os jovens são semelhantes aos adultos quanto à forma do corpo.

Espécie comum: As centopeias do gênero Sphendononema possuem 15 pares de pernas e são frequentemente observadas em banheiros e lugares alagados, onde capturam os insetos.

Importância:  Apesar de possuirem órgão inoculador de veneno (as forcípulas), a maioria das espécies é inofensiva aos seres humanos. O veneno, geralmente, não é suficietemente tóxico para ser letal ao homem.

 

  • Embuá ou Gongolo ou Piolho-de-cobra

Diplopoda, Polydesmida - Luís Correia - Carnaval 2010 (3)

A principal característica dos piolhos-de-cobra é que possuem dois pares de pernas por segmento, o que os diferenciam das lacraias.

Classificação:  Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Superclasse: Myriapoda; Classe: Diplopoda; Ordem: Polydesmida.

Nome popular: piolho-de-cobra, gôngolo, milípede, mil pés, embuá

Hábitat: Preferem locais escuros e úmidos debaixo de troncos ou pedras. De modo geral, os milípedes são animais lentos e defendem-se enrolam-se quando pertubardos

Alimentação: A maioria é herbívora, alimentando-se de matéria vegetal em decomposição, embora, algumas vezes alimentam-se de vegetais vivos, causando problemas sérios em hortas e estufas.

Reprodução:  São ovíparos, as fêmeas depositam seus ovos em um ninho e os guardam com cuidado. As formas larvais possuem apenas um par de pernas em cada segmento.

Espécie comum: Eucampesmella sp.

Importância:   Não possuem órgãos inoculadores de veneno, portanto, não são peçonhentos. Muitos mílipedes também protegem-se de predadores produzindo fluidos tóxicos ou repelentes em glândulas especiais (glândulas repugnatórias), localizadas ao longo da lateral do corpo. Não se tem notícia de casos de envenenamentos fatais em seres humanos decorrente do contato com estas susbstâncias de defesa dos diplópodes. Estas secreções podem ocasionar lesões e necrose em áreas do corpo com pele mais sensível e até mesmo cegueira, em contato direto com os olhos, porém o sintoma mais comum é o surgimento de manchas enegrecidas na pele.

Sua importância na natureza se deve ao fato dos embuás contribuírem para a decomposição da matéria orgânica do solo.  Suas fezes intensificam a ação microbiana de mineralização  e sua motilidade superficial e subterrânea influencia a natureza física do solo e da serrapilheira, alterando sua porosidade, umidade e transporte de substâncias. O impacto dos diplópodes nos processos do solo é variável em função das características tanto das espécies, quanto do próprio sistema em questão. Através da sua atividade alimentar e produção de fezes, esses invertebrados são capazes de produzir uma estrutura granular importante em muitos tipos de solo. No entanto, o principal efeito dos diplópodes no ecossistema se dá pela sua atividade fragmentadora da serrapilheira, que estimula a atividade microbiana e influencia indiretamente o fluxo de nutrientes

* Revisado por Prof. Leonardo Carvalho/UFPI, Biólogo, Mestre em Zoologia. 

Aranhas e Escorpiões

ESCORPIÕES

Tityus stigmurus_escorpiao-amarelo

Tityus stigmurus, escorpião-amarelo 

Os escorpiões constituem um grupo de animais reconhecidos pela presença de uma cauda portadora de um aguilhão, onde glândulas de veneno estão presentes. Estes venenos possuem ação neurotóxica e baixo peso molecular, resultando em uma rápida ação. Por este motivo, acidentes com escorpiões em seres humanos requerem atenção imediata e acompanhamento médico devido. Para evitar estes acidentes, é importante manter quintais limpos (livres de lixo e material de construção acumulados), jardins e casa bem cuidados (evitando a presença indesejada de grilos, baratas e outros insetos, que servem de alimento para escorpiões) e ainda vistoriando-se cuidadosamente roupas e calçados antes do uso.

ARANHAS

Aranha-marrom_Loxosceles amazonica

Aranha-marrom, Loxosceles amazonica 

Aranha-caranguejeira_ Lasiodora

Aranha-caranguejeira, Lasiodora sp. 

As aranhas constituem um grupo de animais reconhecimentos pela construção de teias de diferentes formatos e usos, bem como pela presença de venenos. Os venenos das diversas espécies podem possuir ação variada, agindo tanto localmente quanto de forma sistêmica pelo corpo humano. As aranhas-caranguejeiras são popularmente temidas pelo seu tamanho grande e pela presença de pelos urticantes, que podem desencadear reações alérgicas variadas. No entanto, seu veneno representa pouco perigo a seres humanos. As aranhas-marrom, que possuem um tamanho reduzido (cerca de 2cm), possuem veneno de ação dermonecrótica, podendo ocorrer raras reações sistêmicas levando à falência renal. Pela variedade de reações adversas neste tipo de acidentes em seres humanos, envenenamentos causados por mordidas de aranhas requerem atenção imediata e acompanhamento médico devido. Para evitar estes acidentes, é importante manter quintais limpos (livres de lixo e material de construção acumulados), jardins e casa bem cuidados (evitando a presença indesejada de grilos, baratas e outros insetos, que servem de alimento para aranhas) e ainda vistoriando-se cuidadosamente roupas e calçados antes do uso.

* Comentários:  Leonardo Carvalho/UFPI (Especialista em taxonomia e ecologia de comunidades e populações de Arachnida).

 

Como contratar os serviços de uma empresa de controle de pragas urbanas

Como contratar os serviços de uma empresa de controle de pragas urbanas 1,2

É inquestionável a importância das empresas de controle de pragas no ambiente urbano e na saúde pública. Assim, torna-se muito importante escolher com critério uma empresa que presta serviços na área de controle de pragas urbanas.

Muitos especialistas e instituições fazem recomendações para a contratação de uma empresa, veja algumas considerações baseadas nas fontes citadas abaixo:

1) Exigir a Licença de funcionamento e o Alvará da Vigilância Sanitária                                        - É uma garantia que a empresa é devidamente registrada, garantido sua segurança.

2) Verificar a presença de um Responsável Técnico na Empresa prestadora do serviço                  - Perguntar o nome e a formação do responsável técnico. Isso é muito importante, pois ele é quem orienta e define  o procedimento correto, produtos, dosagens. Procure sempre empresa com Responsável Técnico qualificado.

3) Registro do produto no Ministério da Saúde (ANVISA)                                                                    - Procurar conhecer o princípio ativo do produto químico a ser utilizado no serviço. Duvidar d empresas que se recusam a apresentar o princípio ativo do produto químico utilizado. Verificar as informações dos produtos utilizados na ordem de serviço.

4) Avaliar com cuidado os orçamentos                                                                                                   - Valores discrepantes da concorrência devem ser analisados. Preços muito elevados nem sempre representam serviços de qualidade superior. Preços muito baixos podem indicar complicações no futuro e a necessidade de contratação de outra empresa para solucionar o problema. Exigir um custo fechado antes  da contratação do serviço. Orçamentos devem ser realizados preferencialmente sem custos.

5) A empresa deverá visitar o imóvel com data e horários pré-determinados. Durante a visita o técnico deverá coletar informações do cliente e realizar suas próprias observações. Metragem quadrada nem sempre é um bom parâmetro para orçamentos.

6) A proposta comercial deve ser feita por escrito e conter detalhes do tipo de tratamento a ser realizado (pragas infestantes, métodos de controle, produtos a serem utilizados) e o nome do Responsável Técnico.

7) A empresa deverá fornecer nota fiscal de prestação de serviços e certificado ou comprovante de execução de serviços com informações como praga-alvo, nome e composição qualitativa do produto utilizado, telefone para contato, telefone do Centro de Informação Toxicológica (CITOX) e assinado pelo Responsável Técnico.

8) Não existe um método eficaz contra todo tipo de praga. Para cada tratamento são necessárias a adequação de fórmulas, dosagens e formas de aplicação específicas. Não se engane. Nem sempre o produto com odor mais agressivo é o que possibilita melhor resultado.

 Fontes:                                                                                                                                             1 Magro, S.R.; Ribeiro, L.J.; Florim, A.C.P. Controle de Pragas em Residências. In: Pinto, A. de S., Rossi, M.M., Salmeron, E. (Eds.).  Manejo de pragas urbanas. Piracicaba: CP 2, 2007.                   2 Boletim Técnico. Instituto Biológico de Campinas. No. 10 (2ª. Ed.). São Paulo: Instituto Biológico, 1998.